quarta-feira, 16 de março de 2011

Em 7 meses, a Trofa vai de mal... a Melhor!

Li atentamente debate descrito no último JT.
Primeiro, reafirmo o meu lamento pelo desaparecimento deste jornal. Mas, simultaneamente, sou inflexível na convicção de que nenhum poder autárquico poderia contribuir, mesmo que involuntariamente, para a sustentabilidade financeira de uma jornal. Se o jornal não encontrou forma de se financiar junto do meio empresarial, se não conseguiu atingir patamares de qualidade que justificassem o investimento privado, então o encerramento é a solução óbvia. E defendo, consequentemente, a actual redução de despesa camarária nos meios publicitários e de propaganda, transaccionando essas verbas para o que realmente contribuiu para o aumento da qualidade de vida dos trofenses.
Mas indo ao debate e passando a nota prévia. Tomei a liberdade de sublinhar as afirmações conclusivas relativas a diversos temas que foram abordados pelas diversas personalidades, a grande maioria pertencendo aos partidos de direita, o que não é segredo para ninguém.
Em cada tema, terei o rigoroso cuidado de apenas transcrever o que vem referido no JT.
Paços do Concelho
“Construção dos Paços do Concelho com avanços significativos.”
“hoje se está muito mais perto de uma solução para os Paços do Concelho do que há sete meses atrás. A conclusão foi partilhada pelos restantes membros da mesa”
“a câmara está seriamente empenhada em chegar ao acordo com os proprietários dos terrenos”
Associativismo
“não há dúvidas que quando não há dinheiro é preciso reduzir”
“uma das críticas que tenho a fazer-lhes [ao anterior executivo] foi o facto de terem criado, ficticiamente, um conjunto de associações que não existem. Não são nada e foram apoiadas com subsídios, o que é grave”
Situação financeira da câmara“as receitas correntes são quase correspondentes às despesas correntes”
“a responsabilidade é da péssima gestão anterior. Gostaria que eles estivessem agora a governar para ver como iriam arranjar soluções”
“É necessário inventar, criar, fazer alguma coisa. Agarrar-mos ao passado é que não nos leva a lado nenhum”
Metro para a Trofa
“o mérito ou falta dele não pode ser, na opinião de Luís Reis, atribuído a nenhuma das gestões camarárias”
Novas estação da CP
“nova estação da CP correspondeu às expectativas”
Requalificação do Parque
“È imprescindível haver construção. A solução passa por fazê-las num lugar que provoque menos impacto, que é o que está previsto”.
PDM
“Plano Director Municipal continua sem dar respostas”

No final do debate surge a misteriosa expressão: “sete meses depois, a Trofa vai de mal a pior”. Se lerem na integra a entrevista, e pelo que aqui transcrevo, ficámos até com a ideia contrária. Existe progresso, iniciativa e esperança. As dificuldades vêm do passado e estão a ser transpostas. Este última frase e que até vai para manchete, é dita não se sabe por quem, aparecendo caída dos céus.
Porquê a inclusão desta expressão? Porquê este jornalismo tendencioso? Fiquei com a franca ideia que a jornalista fez toda a peça, mas depois alguém escreveu o último parágrafo. Lamentável.
O importante é, de facto, o conteúdo. E optimista fiquei quando percebi que mesmo aquele painel, partilha do optimismo dos trofenses e vê evolução e esperança nos últimos progressos a que assistimos.
O caminho é duro. Mas a Trofa está a conseguir caminhar para o futuro.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Os meios de comunicação social e a sociedade


"Sete meses depois a Trofa vai de mal a pior", é o primeiro título da capa da edição especial dos 50 anos do "Jornal da Trofa", a qual tive muito gosto em adquirir e que me presenteou com fotografias de locais da Trofa à poucos anos atrás, lado-a-lado com fotografias actuais, que me permitem afirmar que muito foi feito, sem esquecer claro a contribuição com um artigo da colega colaboradora desta plataforma, Maria Emília Cardoso à qual deixo desde já os meus parabéns.
Nesta edição especial do "Jornal da Trofa", muito se pode ler contra o actual executivo camarário, mas eu não quero acreditar que possa ter sido este o motivo do cancelamento das periódicas publicações deste jornal que muito contribuiu para a informação dos habitantes do nosso concelho, dando asas a teorias de "tentáculos de polvo".

Os meios de comunicação social adquiriram nos últimos anos uma importância enorme, tanto em edições em papel como em edições online que cada vez mais adquirem mais seguidores. Não são vistos apenas como um meio de difusão de notícias, como também são um meio de transmissão de opiniões pessoais, sendo até utilizados para movimentações de pessoas em massa e até mesmo manipulação de opinião pública, bastando apresentar uma determinada notícia  de outra forma e com outros dados que será o suficiente para a opinião pública ser alterada.
Por todos estes motivos e por muitos mais, é fácil atribuir elevada importância aos meios de comunicação, sendo que o número e a diversidade destes meios apenas venha elevar a qualidade da opinião pública, pois um sujeito apenas pode decidir bem, se tiver adquirido a informação suficiente para tal e é de salientar que ultimamente as pessoas cada vez mais formam uma opinião pessoal, não se baseando na opinião dos outros, e eu acredito que este facto se deve ao aumento das fontes de informação aliadas a um aumento do grau de escolaridade que se verifica actualmente.
Não estou com isto a dizer que o único jornal que temos actualmente é mau, nada disso, muito pelo contrário, contribui com a sua parte, mas na minha opinião é preciso mais, mais diversidade de opinião, mais pontos de vista sobre as mesmas notícias, pois só assim reunimos a informação suficiente para podermos construir uma opinião própria com coesão e bem argumentada.

Cumprimentos;

Nuno Costa

sábado, 5 de março de 2011

A Sociedade adormecida

Parte I – A ponta de um grande novelo.

Ciberterrorismo para uns, liberdade de informação para outros, já ninguém é indiferente ao WikiLeaks, um dos actores políticos em maior destaque na actualidade. Independentemente de hipotéticos objectivos ocultos que esta organização possa ter por detrás das verdades reveladas, nunca os líderes mundiais tiveram tantas insónias como nos dias que correm. Ninguém sabe quem será o próximo… E não é que fomos nós as últimas “vítimas”?
No decorrer da passada semana, o semanário Expresso juntou-se aos inúmeros jornais de todo o mundo que decidiram divulgar os documentos disponibilizados pela plataforma liderada por Julian Assange (não deixa de ser curioso que o primeiro jornal português a estabelecer uma parceria com o WikiLeaks seja controlado pelo grupo Impresa, propriedade de Francisco Pinto Balsemão, único português membro permanente do Grupo Bilderberg). Dos 5 telegramas trocados entre a embaixada norte-americana em Lisboa e Washington, revelados até agora (parcialmente censurados), o WikiLeaks apresenta-nos as habituais promiscuidades políticas a que pacificamente nos temos vindo a acomodar, pressões políticas com vista à concessão de favorecimentos ao gigante do armamento norte-americano Lockheed Martin, críticas duras ao antigo Ministro da Defesa Nuno Severiano Teixeira e ao funcionamento medíocre das Forças Armadas Portuguesas, onde o rácio de altas patentes por número de soldados efectivos é um dos mais elevados dos aparelhos militares modernos em todo o mundo, isto para não falar nos cerca de 170 generais na reserva a receber reformas milionárias. Qualquer semelhança com o aparelho político-partidário português é pura coincidência.
Mas a cereja em cima do bolo materializa-se nas declarações do embaixador norte-americano em Lisboa, Thomas Stephenson, que refere, no seu telegrama de 5 de Março de 2009, que “os desejos e acções do Ministério da Defesa parecem ser guiados pela pressão dos seus pares e pelo desejo de ter brinquedos caros”. E acrescenta que o Ministério da Defesa “compra armamento por uma questão de orgulho, não importa se é útil ou não.” Stephenson refere-se aos dois submarinos e 39 caças (dos quais apenas 12 funcionam conforme refere o documento) que Portugal adquiriu em 2009. Stephenson foi substituído em Novembro do mesmo ano por Allan J. Katz.
Muito mais haveria a dizer sobre os documentos disponibilizados pelo WikiLeaks. Importa-me destacar que até o Sr. Assange já sabe que somos governados por gente incompetente, irresponsável e, segundo o antigo embaixador norte-americano, orgulhosa (no sentido mais pretensioso da palavra). Aparentemente, os portugueses são os únicos que ainda não se aperceberam. Talvez se pedirmos à Globo para fazer uma novela sobre o assunto consigamos captar a atenção de uma fatia considerável da população. Até lá, continuaremos a dormir como sempre fizemos.
Contudo, vivemos tempos de mudança. Aos poucos, os portugueses começam a acordar. A maior parte destes portugueses atentos partilha algumas características que, pouco ou nada puderam fazer para contrariar: nasceram entre meados da década de 70 e meados da década de 80, e apesar de serem a geração mais qualificada da história do país em termos académicos, viram o seu futuro hipotecado pela incompetência, corrupção e mediocridade da rotatividade governativa de PS e PSD pós-25 de Abril e, como consequência, não têm condições de emprego ou esperanças realistas de estabilidade económica no futuro. Para além destes factores negativos, não se podem dar ao luxo de ser empreendedores de circunstância porque, por um lado, a UE já não despeja dinheiro em Portugal para distribuir sem controlo e, por outro, já não é tão fácil abrir uma empresa, roubar o dinheiro, comprar um Ferrari e fechar a empresa. Bons velhos tempos do Vale do Ave e do Vale do Sousa… Ah! Quase que me esquecia de outra característica fundamental, central em todo este emaranhado: os principais culpados por toda esta situação têm o péssimo hábito de culpar estes jovens pela suposta degradação da sociedade, em todas as suas vertentes, quando foi precisamente a geração anterior, a sua, a principal responsável pela destruição da credibilidade política, social e económica de Portugal.
No próximo dia 12, a geração do futuro hipotecado vai se manifestar. Manifestar-se não só pela precariedade da sua situação mas também contra a compra desses “brinquedos” militares inúteis, contra as frequentes renovações da frota automóveis dos vários ministérios, contra a ostentação da classe política e todas as mordomias imorais que envergam à custa do cada vez mais pobre contribuinte, contra os salários milionários que alguns dos nossos políticos acumulam com reformas também elas milionárias, contra os salários milionários de administradores de empresas públicas que acumulam essa função com outro emprego e a desempenham de forma péssima na generalidade dos casos, contra as derrapagens de milhões das grandes obras públicas deste país, como o CCB ou a Casa da Música, contra o financiamento de partidos políticos que se deveriam financiar com as cotas dos seus associados e não com dinheiros públicos e contra mais, muito mais.
Queremos saber porque é que há dinheiro para tudo isto se o país está perto da bancarrota e não nos pode ajudar. Queremos pedir contas à cobardia dos dirigentes deste país que nada fazem para alterar este estado de coisas. Queremos justiça e democracia para todos. Aos poucos, a sociedade começa a abrir os olhos e demarcar-se da postura de ombros encolhidos daqueles que foram educados para não contestar estas anormalidades. Chegou o momento de depor o Ancién Regime. Mas tudo isto é apenas a ponta de um grande novelo…
“Every generation needs a new revolution”
Thomas Jefferson

Cumprimentos,
João Mendes

quarta-feira, 2 de março de 2011

TANTAS JUNTAS DE FREGUESIAS PARA QUÊ?


Actualmente, existem em Portugal 4260 freguesias, o que significa uma média de uma freguesia para cada 2497 habitantes de Portugal.
Se pensarmos que a cada médico de família estão atribuídos mais de 5000 mil doentes, podemos perceber melhor o quão desfasado da realidade é este número de freguesias. 
Mouzinho da Silveira, em 1832, e Passos Manuel, em 1836, foram os políticos liberais que se atreveram a reformar o quadro administrativo do país, fixando os municípios em 351.
Passados quase 180 anos da reforma de Passos Manuel, o número de municípios e de freguesias não se modificou muito e Portugal continua a ter um mapa autárquico igual ao do século XIX, quando estamos já em pleno século XXI.
Se nessa altura se podia justificar a existência de tantas freguesias pela dificuldade de acessos às sedes concelhias, na era da Internet nada disso se justifica pois a noção de distância alterou-se radicalmente e o mundo está à mão de um simples clique.
 Torna-se urgente um plano de reorganização autárquica que leve a uma significativa redução da despesa pública, pois a cada freguesia corresponde um órgão executivo, a Junta de Freguesia.
Cerca de 30% das autarquias têm menos de dez mil habitantes pelo que as receitas próprias geradas não chegam sequer para pagar os vencimentos do presidente e do restante executivo que representam uma sobrecarga pesadíssima para os cofres do estado.
Tendo por comparação uma freguesia como S. Martinho de Bougado, que tem mais de 10000 e menos de 20000 eleitores, um Presidente de JF recebe 22% da remuneração do Presidente da República, ou seja, 1678,67 euros a que se acrescentam 488,83 euros de despesas de representação e mais outras regalias. Ora, se encontrarmos um número médio para estes valores e se o multiplicarmos pelo número de freguesias existentes e acrescentarmos as despesas com vogais, funcionários, manutenção de edifícios, viaturas, para além de outros gastos, facilmente poderemos chegar a números verdadeiramente astronómicos.
A própria existência de tantos autarcas, leva a um aumento da despesa pois cada um deles tem ambições políticas pessoais o que o leva a tomar medidas despesistas de «caça ao voto» e a criar lugares para satisfazer uma vasta clientela político-partidária.
E como se justificam estes gastos atendendo à pouca relevância das funções atribuídas a este órgão administrativo local?
Pensemos de forma racional: o que é que uma JF faz que não possa ser  feito pelo executivo camarário?
Pequenas obras em ruas? Pequenos arranjos nas escolas do 1º Ciclo? Zelar pelo cemitério, parques e jardins?  
Se consultarmos a lei das competências autárquicas, verificamos, facilmente, que existem muitas alíneas mas poucas são as funções relevantes para um PJ desempenhar, sendo muitas delas até consideradas ridículas para os nossos tempos.
Muitas vezes, um PJ funciona como um ponta de lança do Presidente de Câmara e uma base de apoio para as suas políticas (no caso de ambos  pertencerem ao mesmo partido político), ou então, (quando pertencem a partidos políticos rivais), funciona como uma força de bloqueio à implementação do programa do Presidente da Câmara que é visto como um adversário político a abater.
Em ambos os casos, não representam qualquer mais valia para a freguesia, que acaba por se ver arrastada em guerrilhas políticas desgastantes e na maioria das vezes, dispendiosas.
Podemos recear que o poder de decidir sobre o território que cultural e tradicionalmente nos está mais próximo, ficará muito centralizado nos municípios e que perderemos uma atenção mais personalizada sobre os problemas dessas pequenas unidades territoriais, mas aí é que entra o papel fundamental da Assembleia de Freguesia, que funcionaria como um verdadeiro fórum, onde se debateriam os problemas e  levantariam as   necessidades para depois,  através do Presidente da Assembleia, se fazer a ponte com a Câmara Municipal, que atuaria no plano executivo.
Estes membros das Assembleias de Freguesia seriam eleitos pelo povo mas não receberiam qualquer senha de presença e também nesta medida se poupariam milhões pois basta contar o número de eleitos por essas 4206 freguesias para nos apercebermos de outro enorme desperdício de dinheiro.
Concluíndo, manter as freguesias, mas diminuir ou extinguir as Juntas de Freguesia, torna-se urgente para atacar o despesismo da máquina do estado.
Será este governo suficientemente corajoso para enfrentar os interesses instalados e arriscar uma forte contestação popular e política? Estarão estes políticos dispostos a olhar para o seu interior e a mexer nas suas imensas regalias? Estará o país preparado para colocar em causa o seu obsoleto sistema político?

Por:


Maria Emília Cardoso

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

You Can't Handle The Truth

Sendo hoje dia de ressaca dos Óscares, aqui vai um conhecido excerto do Filme "Uma Questão de Honra" nomeado para os Óscares de 1993 e dedicado ao meu colega de blogue José Santos.

Vamos fazer o que ainda não foi feito...

Quantas vezes nas nossas vidas tivemos, ou teremos, a sensação que os sonhos pelos quais lutámos, realmente se concretizaram e valeram a pena?
Na sexta-feira tive essa sensação.
Na apresentação do projecto dos parques, vi algo chamado Trofa, senti algo chamado orgulho, pertenci a algo chamado povo. Os trofenses ficaram a conhecer em pormenor o projecto dos parques, para o qual todos são convidados a retribuir. Aplaudiram e emocionaram-se.
Os trofenses pediam uma nova vida ao seu parque, fustigado pelas agruras do tempo, desleixado porque quem podia tratar dele. Reflexos de muitos anos de domínio tirsense e alguns de inacção.
O projecto apresentou-nos vida e futuro. Mostrou respeito, tradição e identidade. Nem se acabarão as tradições, nem se encolherão os andores.
A requalificação irá duplicar a área verde do parque, sim, duplicar. Aumentar-se-à o número de árvores, mantendo-se a esmagadora maioria das existentes e plantando-se novas. Ampliar-se-ão os coretos, dando-lhes nova modernidade e novas valências. Será criado o espaço lounge, destinado primeiramente à juventude trofense. A capela irá readquirir nova centralidade e destaque, com a constituição de novas praças e raios de visão.
E os edifícios? As construções em altura que estavam predestinadas no anterior projecto. Desaparecem! Constituem-se apenas os espaços do apoio ao parque e auditório, que nunca ultrapassarão a cota do adro da capela e estarão encobertos por áreas verdes, tornando-os imperceptíveis para que se desloca no parque. No fundo cumpre-se tudo o que se disse em campanha eleitoral, e respeita-se a nossa identidade.
Afinal os andores terão mais espaço para passar do que existe actualmente, estando salvaguardado um percurso que irá permitir que ainda mais pessoas assistam com conforto ao seu caminho.
E tudo isto numa sessão longa foi explicado, com pormenor, disponibilizando-se um site www.trofaviva.com onde mais informações podem ser obtidas.
Junto-me aos trofenses que no final aplaudiram a demonstração e digo “vamos fazer o que ainda não foi feito”

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Politica VS Coerência


Em 2009 os Portugueses foram chamados a eleger quem governaria Portugal nos 4 anos seguintes. A maioria das pessoas que votaram, confiaram ao PS essa difícil tarefa de conduzir os destinos do nosso País. Também ao não dar uma nova maioria absoluta, mostraram que queriam um governo aberto ao dialogo com a aposição. A quando da tomada de posse o Primeiro-ministro, José Sócrates reuniu com todos os partidos, para que pudessem formar um governo em coligação, as respostas foram peremptórias. Todos os partidos recusaram uma aliança. E este não é um facto menor, nenhum partido quis ter responsabilidades governativas neste contexto de crise. Se dos partidos a esquerda do PS tal comportamento era esperado, e uma aliança como CDS seria muito difícil dirigir para os militantes dos dois partidos. Já do PSD esperava-se uma atitude diferente. De um partido do arco da governação, não se espera calculismo politico quando esta em causa a soberania nacional, a “banca rota”. Mas foi mesmo  este comportamento que assistimos por parte dos dirigentes do PSD. Passos coelho(PC) tem sido um facto de instabilidade no nosso pais. Ainda a semana passada dizia que “Portugal não pode viver em permanente esquizofrenia”. Mas esquece-se que ele tem sido um dos principais causadores dessa esquizofrenia. Não foram poucas as vezes que vimos PC na estrangeiro a criticar matérias importantes do nosso País, a falar de eleições antecipadas e de crises politicas. Sempre que tem uma câmara ligada, PC aproveita para fazer o seu teatrinho ridículo de “quem governa pior Portugal”. Infelizmente para ele trocaram-lhe as voltas, quando o BE apresenta a sua de noção de censura ao Governo. E aqui vê-se a coerência das oposições em Portugal. Todos os partidos alinham em coro nas críticas ao Governo, mas por taticismo político não conseguem  votar em conjunto para derrubar o governo. CDS não vota a favor por causa do PSD, e estes também não dizem sim, porque ainda não chegou a altura certa dizem eles. E qual é altura? Todos os Portugueses já entenderam, Passos coelho espera ver aprovadas todas as medidas necessárias de combate a crise, e ai será a altura certa para derrubar José Sócrates.  Vamos ver se os boys do PSD aguentam tanto tempo, veremos como se vai comportar os outros partidos da oposição aquando da moção de censura do PSD.  Veremos nas próximas semanas a esquizofrenia do PSD para chegar ao poder.

Por


Daniel Neira

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Desejos e Ensejos

Por estes dias, li um interessante artigo sobre o Metro do Mondego e instantaneamente fiz uma comparação com a tragédia em três actos do Metro até à Trofa. Referia o tal texto que o Metro do Mondego era obra por ninguém pedida, que a mudança radical da automotora para o Metro de superfície foi uma decisão política tomada, provavelmente, por alguém virado para o Tejo.

A Trofa também não pediu o Metro. O comboio, embora já obsoleto, funcionava e servia as populações. Sendo utente da mesma até ao último suspiro, a infraestrutura, para além da falta de manutenção da ferrovia e do material circulante, era pontual e fazia parte do imaginário das populações. Aquando da desactivação e da prometida requalificação da linha para o Metro, as populações aceitaram pacificamente a reconversão que não pediram, mas o novo projecto vincava definitivamente o carácter metropolitano da cidade da Trofa. Era uma oportunidade de ouro para a nossa cidade. Parecia tudo bem: modernização das infraestruturas, aposta nos transportes públicos, requalificação do tecido urbano. Passados estes anos, e após longos discursos sobre a dependência dos combustíveis fosseis e das energias renováveis tão caras a Sócrates, a Trofa arrisca a tornar-se a única cidade do mundo inserida numa área metropolitana a ver diminuída (liquidada?) a oferta de transportes públicos.

Mas as coisas podem piorar ainda mais. Como é público, a nossa presidente já afirmou e reafirmou a disponibilidade da Metro do Porto de participar com milhões na requalificação do Parque Nossa Senhora das Dores. Tendo em conta estas promessas e o Memorando de entendimento da Metro do Porto subscrito em Maio de 2007, que explanava a não participação desta entidade em qualquer obra de regeneração urbana fora dos canais de circulação das composições, tudo ainda se torna mais difuso. Com base nestas preocupações, o deputado do PCP Honório Novo (bem conhecido da população da Trofa e que não precisa da cara nos boletins de voto) na Assembleia da República redigiu um documento dirigido ao Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações onde mostrava a sua preocupação quanto a estas contradições. Como sempre, o trabalho parlamentar do PCP não ignora a Trofa.

Esperemos pacientemente pelo dia 25.

No Country For Young (And Old) People …

Há uns anos saiu um filme chamado “No country for old man”, e o título em muito me faz associa-lo a minha freguesia…
Não posso concordar com o que li no jornal “O Noticias da Trofa” na edição do dia 30 de Janeiro onde é publicada um entrevista ao presidente da junta de Covelas, com o título “Tirei Covelas da lama!”
Tirou Covelas da lama? O que evoluiu Covelas nestes quase 30 anos de gestão Social-Democrata? Onde está o centro de dia para os muitos idosos que vivem na freguesia? Onde está um espaço onde os jovens possam ocupar os seus tempos livres? Onde está o parque infantil? Onde está a caixa multibanco? Onde está uma simples coisa como um agente payshop? E poderia alongar-me aqui na lista da quantidade de coisas que Covelas NÃO TEM!
Eu gostava de ter lido uma entrevista onde o presidente da junta enumerasse uma série de aspectos positivos da freguesia, que apresentasse a freguesia como uma boa alternativa para quem quer mudar de casa, e que convidasse as pessoas a residirem em Covelas!
Em quase 30 anos de gestão de PSD é inadmissível só construir a sede da junta de freguesia no último mandato! Durante todos estes anos, a sede funcionou em sítios precários, e seria deveras vergonhoso terminar um longo período de gestão da freguesia e nem um edifício de sede de junta ter construído!
Lembro-me de a Junta de freguesia em tempos ter levado os jovens da freguesia a Lisboa ao Oceanário. Para mim, não tinha muito significado, pois felizmente nunca precisei de excursões para sair de Covelas, mas infelizmente, muitos jovens da freguesia aproveitavam estas oportunidades para conhecer outros sítios. De um ano para o outro, terminou! Mas para os idosos continua… Porque? Porque a sede de poder é muita e como todos os idosos votam, compensa mais levar os idosos a passear.
Gosto muito da freguesia de Covelas, mas não posso concordar com o que foi dito. Covelas continua na lama… Covelas é “no country for old (and young) people” (não é terra para novos e velhos…)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Nem só de política vive este blog


Como nem só de política vive este blog, embora ela esteja presente quase em todos os assuntos, inclusive na escola, irei introduzir um tema polémico que é a energia eléctrica nuclear.
Quando entrei neste projecto (blog), foi-me dito que os temas não precisavam de ser apenas de política, seria do que o autor quisesse, portanto, espero não estar a ser incomodo com a introdução deste tema.
Este é um tema pelo qual me interesso bastante, até porque a minha área de formação está relacionada com ela, e gostaria de colocá-lo à discussão neste blog.

Uma das grandes áreas de consumo hoje em dia é a Energia, necessitamos de energia para quase tudo, inclusive para estar ligado a este blog, com a energia eléctrica a alimentar o nosso computador.
A energia é uma área de tal modo importante para o desenvolvimento, que até existem índices de desenvolvimento de uma área ou região baseados justamente no consumo de energia dessa mesma área ou região.
Actualmente em Portugal, as grandes centrais de produção de energia consomem combustíveis fósseis, tais como Carvão e gás natural. Inclusive, em Portugal a central eléctrica com maior potência instalada (1256 MW distribuídos pelos seus 4 grupos geradores) funciona a carvão fóssil importado, com todas as desvantagens associadas, desde o consumo do combustível fóssil até à poluição da atmosfera com o carbono resultante da combustão. É uma central que utiliza o carvão para aquecer a água que gera vapor-de-água e desta forma faz funcionar a turbina do gerador.

Actualmente a grande desvantagem das centrais nucleares são os resíduos radioactivos resultantes da fissão nuclear, da qual é aproveitado o calor desse processo para a produção de vapor-de-água, e pelo que tenho conhecimento, grande parte desses resíduos radioactivos são colocados em contentores e lançados em alto mar, e eu próprio fico a pensar quanto tempo esses contentores demoraram até se deteriorarem e contaminar as águas? Mas nem tudo são desvantagens.

A tecnologia nuclear não produz carbono para a atmosfera, nem modifica a paisagem drasticamente como é o caso das barragens e parques eólicos e um só grupo gerador é capaz de produzir quase tanta energia eléctrica quanto a Central termoeléctrica de Sines inteira com os seus 4 grupos geradores. As vantagens da energia nuclear são tão notórias que existem grupos de ecologistas que a apoiam, defendendo uma alteração radical em direcção à energia nuclear como forma de combater o aquecimento global.
A grande esperança na energia nuclear prende-se com a investigação na fusão nuclear, que ao contrário da fissão nuclear, não produz resíduos radioactivos.

Não podia deixar de falar na mancha negra na história da energia nuclear que foi o acidente de Chernobyl em '86, mas temos de ter atenção à imprudência dos engenheiros desse reactor, que ao efectuar testes ao reactor que deveria entrar naquela noite para manutenção, retiraram as hastes de protecção do reactor que os estava a impedir de prosseguir com o teste. Se bem que o facto da probabilidade de um acidente nuclear em Portugal não é motivo para a anulação dessa possibilidade de termos uma central nuclear, pois a tecnologia de hoje em dia avançada em relação à década de '80 permite-nos uma maior segurança, para além de que Espanha tem uma das suas centrais nucleares constituída por 2 grupos geradores em Almaraz, a cerca de 100km da fronteira com Portugal e utiliza as águas do Guadiana para a produção e refrigeração nos grupos geradores.

Muito mais seria possível falar sobre este tema, muitos debates e muitas opiniões, sobre muitos mais aspectos positivos e negativos desta tecnologia, mas penso que disse o suficiente para já, e gostava de vos deixar a pensar sobre este assunto e saber quais as vossas opiniões sobre o mesmo, já que é um assunto polémico e susceptível de levantar muitas opiniões contrárias.

Cumprimentos;

Nuno Costa

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O obscurantismo do sector público

Por muita areia que nos atirem para os olhos, por muito que se tente esconder o sol com uma peneira, todos sabemos (alguns acham que não sabem mas lá no fundo não têm dúvidas) que a realidade do “tachismo” (adoro este termo) não é um mito. Ouço a esquerda a falar em igualdades, ouço a direita a falar de meritocracia, mas na realidade, o acto profissional do “abanamento” da bandeira em campanha ou o simples facto de se ser filho de A ou amigo de B, são das melhores referências para ingressar no admirável mundo novo das empresas municipais e não só. Aqueles fantásticos empregos em instituições de tal forma funcionais que nem é preciso trabalhar à Sexta-feira porque as autarquias portuguesas são, aparentemente, superavitárias. Terá este facto alguma relação causa/efeito com o magnifico desempenho da administração pública portuguesa?   
Depois assistimos a debates intensos entre juventudes partidárias, nomeadamente as duas que “descendem” dos dois partidos que controlam o aparelho político nacional, PS e PSD, com o intuito de perceber quem é o campeão das avenças. Recordo-me de participar numa dessas discussões na qual um elemento de uma das “J’s” me tentou convencer que empresas municipais não necessitavam de concurso para o acesso aos seus lugares. Sinceramente fiquei com algum receio de verificar o que diz a lei portuguesa sobre este assunto não fosse tal barbaridade ser mesmo verdade. Não é, que alívio.
Podemos tolerar este tipo de situações? É claro que não. Numa sociedade democrática, a igualdade de oportunidades deve ser uma realidade, não apenas uma premissa. Acredito no conceito de igualdade como acredito no conceito de mérito, apesar deste último poder ser facilmente subvertido. A realidade dos favorecimentos no sector público para além de imoral não promove o profissionalismo. Coloca a gestão dos assuntos públicos nas mãos de pessoas sem real vocação, e muitas vezes sem a mínima capacidade, e corrompe as ideologias partidárias na medida em que atrai novos militantes com base na possibilidade de conseguir algo e não com base em dinamizar a nação através da sua ideologia.
Tudo isto leva-me a acreditar num triste facto: cada vez mais jovens entram para as fileiras dos partidos políticos, não pelos motivos que os deviam levar a entrar na política mas antes pela possibilidade de poderem vir a conseguir um bom emprego com pouco custo. Ou, melhor ainda, conseguirem chegar ao “harém” dos Ministérios e Secretarias de Estado onde o glamour dos carros topo de gama e dos cocktails contrastam profundamente com a realidade de um país que se precipita para o abismo da dívida. Onde um dia poderemos acumular uma bela e milionária reforma com um emprego numa multinacional à qual fizemos um favorzito ou outro durante o nosso tempo no “poleiro”. Onde pouco importa se exercemos bem ou mal as nossas funções porque nunca seremos julgados por elas no futuro e ainda nos arriscamos a poder dar cobertura a fraudes bancárias e sermos considerados arautos da integridade e da honestidade. Quem tem amigos não morre na cadeia.
Cumprimentos,
João Mendes

P.S. Existe, neste momento, uma discussão acesa no nosso concelho sobre a hipotética tentativa de controlo institucional da Escola Secundária da Trofa (EST) por parte do executivo socialista da Câmara Municipal da Trofa. Vários actores locais, de entre os quais destaco a JSD por ter sido o único organismo, tanto quanto sei, a denunciar publicamente esta situação, acusam a edil de estar por trás da instabilidade que se vive no liceu por, aparentemente e entre outras coisas, querer impor o seu próprio marido, Nuno Cruz, como representante camarário no Conselho Geral da EST. Não colocando de lado a hipótese do Sr. Nuno Cruz ser uma pessoa altamente competente para executar a função, não deixa de ser curioso, e até estranho, a insistência da presidente em que seja o seu marido a exercer a função. Principalmente por ser do conhecimento público as desavenças entre o Sr. Nuno Cruz e o antigo director do liceu, que levaram Nuno Cruz a retirar o seu filho da referida escola. Na minha opinião, a presidente Joana Lima deveria explicar aos trofenses o porque de uma escolha que para muitos levanta suspeições. Mais do que pela sua própria credibilidade, pela defesa da transparência que advoga.
Por ter sido uma questão levantada depois deste texto ter sido elaborado e por estar ligado aos temas que nele abordo, achei importante deixar esta nota para reflexão de todos os participantes.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Correio de Leitor- PETIÇÃO METRO TROFA

Chamada de atenção sobre atitudes que podem prejudicar
a nossa

PETIÇÃO METRO TROFA

Eu criei a Petição supra-partidária, pretendendo assim dar voz
a TODO O POVO, não sendo contra quem quer que seja, mas
sendo a favor de se repor a justiça, exigindo aos responsáveis, que
assumam de uma vez por todas, que ao ponto a que isto chegou,
não há hipótese de retrocesso ou de se pensar em alternativas,
e assim sendo, a solução é só…. FAZER A OBRA, e ponto final
parágrafo!

Como mentor, autor, e administrador da Petição, tenho assim toda
a legitimidade para pedir a união de TODO O POVO DA TROFA,
e ainda da solidariedade de todos os cidadãos da Região Norte
(e porque não, até do País), indo buscar inteligentemente tudo
o que nos une nesta justa causa, e pondo de parte querelas ou
posições que criem antagonismos, atitudes estas que só prejudicam
o andamento da adesão à Petição Metro Trofa, e a consequente
recolha de assinaturas de que tanto precisamos, PARA DAR
FORÇA Á RAZÃO.

Um dos grandes objectivos da Petição é provocar o debate na AR,
para o Governo reconhecer que tem que fazer já a obra.

Poderá não ser o suficiente, mas aí, já se está a preparar o terreno
para se recorrer às instâncias internacionais.

Não se pode pois fragilizar o movimento que está a crescer, pois
UNIDOS E COM DETERMINAÇÃO VAMOS VENCER.








Link da Petição:
http://www.peticaometrofa.tk/


Por

Henrique de Almeida Cayolla